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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Que lindo!

Uma lenda chinesa conseguiu explicar de uma maneira bonita e muito convincente, acompanhem com atenção: os polegares representam os pais. Os indicadores representam teus irmãos e amigos. O dedo médio representa você. O dedo anelar (quarto dedo) representa o seu cônjuge. O dedo mindinho representa seus filhos. Agora junte suas mãos palma com palma, depois, junte os dedos médios de forma que fiquem apontando para você, como na imagem…. Agora tente separar de forma paralela seus polegares (representam seus pais) você vai notar que eles se separam porque seus pais não estão destinados a viver com você até o dia da sua morte, una os dedos novamente.
Agora tenta separar igualmente os dedos indicadores (representam seus irmãos e amigos), você vai notar que também se separam porque eles se vão, e tem destinos diferentes como se casar e ter filhos.
Tente agora separar da mesma forma os dedos mindinhos (representam os filhos) estes também se abrem porque os filhos crescem e quando já não precisam mais dos pais, se vão. Una os dedos novamente.
Finalmente, tente separar seus dedos anelares (o quarto dedo que representa seu cônjuge) e você vai se surpreender ao ver que simplesmente não consegue separá-los. Isto se deve ao fato de que um casal está destinado a estar unido até o último dia da sua vida, e é por isso que o anel se usa neste dedo.



terça-feira, 15 de junho de 2010

Uma história budista


Em Busca do Boi
(Autoria Desconhecida)

Conta uma história da tradição budista que, um monge entrou em
um vilarejo montado em um boi, e os habitantes da vila lhe perguntaram onde
estava indo.
Ele então respondeu que estava em busca de um boi.
As pessoas se entreolharam, intrigadas, e então começaram a
rir. O monge se foi. No dia seguinte, de novo montando um boi, o monge voltou ao
vilarejo. E de novo as pessoas lhe perguntaram o que buscava.
"Procuro um boi", foi novamente a resposta. Outra vez o monge
se foi, em meio ao riso de todos.
No terceiro dia o fato se repetiu:
- "O que busca?"
E o monge, montado no boi, disse ser um boi o que buscava. Só
que a piada já perdera a sua graça e as pessoas protestaram, dizendo:
- "Olhe aqui, você é um monge, supostamente uma pessoa santa,
sábia, e mesmo assim você vem aqui à procura de um boi quando, o tempo todo, é
sobre um boi que você esta sentado."
Ao que replicou o monge:
- "Também assim é a sua procura de Deus."
E assim é conosco. Tantas e tantas vezes saímos em busca de
algo que estava conosco o tempo todo, sem que nos déssemos conta. Achamos que a
nossa realização está em outro trabalho, outra profissão, outra família, outros
amigos... E chegamos por vezes a partir em uma busca inútil quando, se
olhássemos com um pouco mais de atenção - talvez com um pouco mais de boa
vontade - para aquilo que já temos, descobriríamos que o" boi"que
tanto procurávamos estava nos carregando todo o tempo.
É preciso olhar para frente, sim, traçar metas, segui-las. Mas
sem perder a noção do potencial de realização e felicidade que esta bem aqui, na
nossa realidade presente.
Se você aprender a olhar para sua própria vida, pode descobrir
que sua esposa, ou seu marido, ainda conserva muito daquilo que fez você se
apaixonar há 10, 20, 50 anos.
Que sua profissão continua tendo muito em comum com suas idéias
de vida - apesar de seu desgaste, de seu cansaço.
Que seu trabalho ainda guarda chances e as perspectivas que
tanto prometiam. Estão apenas um tanto encobertas pela poeira do tempo que
passou, enquanto você esteve ocupado demais para aproveitá-las.

A felicidade precisa ser perseguida. Mas
muitas, muitas vezes, sofremos e choramos sentados sobre ela.

Crédito: desconheço a autoria (retirado de um email)

sábado, 17 de outubro de 2009

A lenda da orquídea!

Depois de ler essa lenda, nunca mais admirei uma orquídea sem me lembrar de Hoan-Lan...


A lenda da orquídea

Como as flores, a orquídea tem uma lenda. Eis a encantadora história, como é contada nas terras da Indochina.
Na cidade de Anam, existia uma jovem chamada Hoan-Lan, que divertia-se em fazer penar suas paixões aos seus numerosos adoradores.
Por um sorriso, o jovem Kien-Fu tinha cinzelado o ouro mais fino e trabalhado com infinita paciência as mais lindas peças de jade.
A ingrata, após se adornar com todos os presentes do nobre apaixonado, riu-se dele e o desprezou.
Kien-Fu, desesperado, acabou com a própria vida atirando-se ao Rio Vermelho.
O pintor Nguyen-Ba conseguiu obter cores desconhecidas para pintar o retrato de sua amada.
Esta, porém, depois de ter exibido para a satisfação de sua vaidade a magnífica pintura,
desprezou o artista, que desapareceu para sempre no mistério das selvas.
Mai-Da, apaixonado também, quis patentear seu amor à jovem volúvel, inventando um perfume delicioso somente digno dos anjos.
A ingrata perfumou-se e mandou pôr na rua o seu adorador que, nada mais aspirando na vida, se envenenou.
Cung-Le levou sua perseverança a incrustar nácar numa pulseira de ébano que foi recebida pela ingrata.
O pobre endoideceu.
Mas o poderoso Deus das Cinco Flechas, que a tudo via e tudo ordenava, julgou que era o momento de castigar tanta maldade,
fazendo a jovem volúvel apaixonar-se pelo formoso Mun-Cay.
E desde então, Hoan-Lan sonhava no seu leito de nácar e sedas bordadas com seu adorado,
cujo nome esvoaçava sobre seus lábios de carmim, como uma borboleta sobre a rosa.
Ao despertar, descia à piscina, banhava-se e adornava-se com suas jóias mais preciosas para ver passar seu querido Mun-Cay,
que apenas se dignava a levantar os olhos para ela.
Nunca tinha considerado a formosa jovem nem se interessado pela fama de beleza que tinha ardido à sua volta.
Os dias iam passando e Mun-Cay não saía de sua indiferença cruel.
Um dia, Hoan-Lan decidiu sair-lhe ao encontro e declarar-lhe paixão.
Não me interessas, rapariga ! - disse ele. - És como todas as outras. Para mim não vales nada.
Se fosses como aquela que eu amo... Esta sim, é uma deusa. Tu, mísera Hoan-Lan, com toda tua vaidade,
não serves nem para atar-lhe as fitas das sandálias. E, com um sorriso desdenhoso, afastou-se.
Em meio de seu desespero, Hoan-Lan lembrou-se do Deus Todo Poderoso que vivia na montanha de Tan-Vien.
Talvez ele pudesse lhe valer. Apesar da noite escura e chuvosa,
a jovem dirigiu-se ao monte sagrado, onde residia sua última esperança.
A entrada do templo subterrâneo era guardada por um terrível dragão.
Suplicou-lhe a concessão de entrada e ao cabo de muitos pedidos conseguiu penetrar num extenso corredor,
por entre serpentes horríveis que lhe babujavam os pés nus.
Quando chegou junto ao trono de ônix do poderoso gênio, prostrou-se e implorou:
- Cura-me, que sofro horrorosamente. Amo Mun-Cay que me despreza.
- É justo o castigo - respondeu o deus - Porque isso mesmo tens feito aos teus apaixonados.
- Ó Todo Poderoso, tem dó de mim. Concede-me o amor de meu querido Mun-Cay.
Sabes bem que não posso viver sem ele.
- Vai-te daqui - rugiu o gênio - Nada conseguirás. O castigo que pesa sobre ti,
foi imposto pelo Deus das Cinco Flechas, que tudo sabe.
É justo que sofras. Saia do meu templo.
Á saída, Hoan-Lan encontrou-se com uma bruxa de pés de cabra.
- Formosa jovem - disse-lhe a bruxa - sei que és muito desgraçada. Queres vingar-se de Mun-Cay?
Vende-me a tua alma e juro-te que, embora Mun-Cay não te ame, não amará a outra mulher.
Hoan-Lan, voltou à sua casa, que lhe parecia um cárcere. Saía para os bosques a distrair sua pena,
mas sempre em vão. Um dia, vendo ao longe seu adorado Mun-Cay, correu para ele e, quando se preparava para abraçá-lo, o jovem foi transformado numa árvore de ébano.
Neste momento apareceu a bruxa que, soltando uma gargalhada, lhe disse:
- Desta maneira o teu amado não pode ser nunca de outra mulher.
- Bruxa infame, exclamou chorando, a pobre Hoan-Lan - o que fizeste a meu adorado ? Devolva-me ou mate-me.
- Contratos são contratos - replicou a bruxa, rindo satanicamente. Cumpri o que prometi.
Mun-Cay, embora nunca te ame, não amará a outra mulher. Prometi e cumpri. A tua alma me pertence.
Hoan-Lan, abraçada ao pé da árvore, clamava desesperadamente a seu tronco imóvel.
- Perdoa-me, Mun-Cay. Tem para mim uma só palavra de amor, de indulgência e compaixão.
Não vês como me arrasto aos seus pés, como te abraço, como sofro!
Mas a árvore nada respondia. A jovem ali ficou por muito tempo.
Uma manhã passou por ali um gênio que se compadeceu da sua dor. Acercando-se dela, pôs-lhe um dedo na testa e disse:
- Mulher, procedeste muito mal. Foste volúvel até a crueldade e ingrata até a malvadez.
Procedeste muito mal. Mas tua dor purificou a tua alma. Estás perdoada e vais deixar de sofrer.
Antes que a bruxa venha buscar a tua alma, vou transformar-te numa flor.
Ficarás sendo, no entanto, uma flor esquisita e requintada, que dê a impressão do que foi a tua vida maldosa.
Quem vir as tuas pétalas facilmente adivinhará o que foi o teu espírito, caprichoso, volúvel, cruel,
e a tua preocupação constante pela elegância. Concedo-te um bem:
não te separarás do bem que adoras e viverás da sua seiva, sempre parasita do teu amado.
Assim falou o poderoso gênio. E, quando falava, a túnica rósea de Hoan-Lan ia empalidecendo e tornando-se de uma delicada cor lilás.
Os olhos da jovem brilharam como pontos de ouro e as suas carnes tomaram a tonalidade do nácar.
Os seus formosos braços enrolaram-se na árvore na derradeira súplica.
E assim apareceu a primeira orquídea do mundo, segundo a lenda do Anam.
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